ABQ - Academia Brasileira da Qualidade

A Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) é uma organização não governamental e sem fins lucrativos, tendo como membros participantes pessoas experientes e de reconhecida competência profissional adquirida ao longo dos anos – nas universidades, nas empresas e em outras organizações privadas ou públicas – em atividades relacionadas à engenharia da qualidade, à gestão da qualidade e à excelência na gestão. A administração da ABQ é realizada por um colegiado eleito entre os membros, de acordo com seu Estatuto.

Publicado em: 20/02/2017
Ozires Silva: Educação sem Qualidade, país sem competitividade
O caminho da perfeição é a Educação.

 

 

Quem conhece Ozires Silva sabe de sua integridade e honestidade. Ozires Silva nasceu em Bauru, em 08 de janeiro de 1931, é oficial da Aeronáutica e engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Atualmente é reitor da Unimonte, instituição particular de ensino superior localizada em Santos (SP). Destaca-se por sua contribuição no desenvolvimento da indústria aeronáutica brasileira. Liderou a equipe que projetou e construiu o avião Bandeirante, produto esse que usou para estimular o apoio que precisava para criar a Embraer de hoje. Liderou em 1970 o grupo que promoveu sua criação, iniciando o desenvolvimento da maior empresa mundial, fabricante de aviões comerciais para a Aviação de Transporte Aéreo Regional, além de outros para a Aviação Corporativa e Defesa. Deu início à produção, em escala mundial, industrial de aviões no Brasil. Presidiu a Embraer até 1986, quando aceitou o desafio de ser Presidente da Petrobras, onde atuou até 1989. Em 1990, assumiu o Ministério da Infraestrutura e, em 1991, retornou à Embraer, desempenhando um papel importante na condução do processo de privatização da empresa, concluído em 1994. Também atuou como presidente da Varig por três anos (2000-2003) e criou em 2003 a Pele Nova Biotecnologia, primeiro fruto da Academia Brasileira de Estudos Avançados, empresa focada em saúde humana cuja missão é a pesquisa, desenvolvimento e produção de tecnologias inovadoras na área de regeneração e engenharia tecidual. Atualmente, trabalha na área educacional, estimulado pelo processo da produção aeronáutica, defendendo a tese de que o Brasil pode ser mudado para melhor, através do extraordinário valor da Educação para transformá-lo.

 

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

 

Por que a educação pode mudar um país?

 

Ozires Silva: Temos de tentar analisar e compreender sobre quais seriam os caminhos a percorrer para gerar riquezas e oportunidades para os povos e países e aproveitar as oportunidades que são oferecidas no mundo de hoje, que não são poucas. Na atualidade, e no campo político, o mundo vive sob o peso de complexos problemas, mas, há nações que conseguem se manter e prosperar com suas instituições respondendo por suas responsabilidades para com suas populações e com sucesso na ampla competição mundial! Em resumo, são ricas e continuam ricas, independentemente das condições mundiais! Notamos que, entre os atributos para a riqueza e desenvolvimento, nessas nações vitoriosas, algo sobressai: os níveis e a eficiência da estrutura de educação do povo! Muito possivelmente em consequência de tais níveis, elas conseguem manter a eficácia das suas instituições públicas e privadas, retendo o necessário grau de importância para o desenvolvimento econômico e social. Essas observações mostram a importância da educação abrangente e generalizada, pelos resultados que produzem. Esta é a razão da prioridade atribuída à educação pelos povos, mesmo em países aonde prevalecem regimes totalitários, e a unanimidade mundial quanto aos níveis educacionais médios, como parâmetros para medir a dimensão do desenvolvimento das nações!

 

E qual seria a sua importância para a sociedade como um todo?

 

OS: Nos debates sobre a sociedade mundial abundam textos enfatizando ações, apelos e preocupações quanto à importância da educação. A questão de produzir concidadãos bem formados, graduados em disciplinas variadas, é sempre colocada no foco da qualidade da vida das populações e na capacidade de construir o que aspiram. Assim, os países precisam sempre perguntar: Estamos construindo as bases para o futuro que queremos? Que futuro é este? Que bases são estas? Tentando responder positivamente essas questões surgem as Sociedades de Valor, isto é, da vontade de preparar, com resultados concretos, cada cidadão, lembrando-se sempre que o caminho do progresso e do desenvolvimento coincide com o da educação abrangente atingindo a todos, sob o nível mais alto possível para a formação e para a qualidade da população.

 

Por que não se investe mais em educação no país?

 

OS: Se verificarmos os orçamentos governamentais brasileiros podemos constatar que o Brasil aplica volumes de recursos financeiros razoáveis para educar toda a população! O que ocorre, segundo os analistas, é que a nossa organização de como administrar todos esses recursos é ineficiente e demasiadamente cara, gastando no seu metabolismo, mais do que deveria para os resultados que retorna à sociedade que paga a conta! Muitos, entre os analistas, têm acentuado que, na nossa política, a educação não seja uma prioridade. E os resultados, a pobreza do país por exemplo, leva-nos acreditar que, de fato, precisamos de maior dedicação e vontade administrativa e de visões dos estadistas, acreditando no poder transformador da educação.

 

Por que você acha que o Brasil não avança, quando a gente sabe que outros países, bem menos viáveis, sob condições bem mais difíceis, estão vencendo ou já venceram?

 

OS: Esta pergunta é a essencial e precisa ser amplamente debatida e respondida, reconhecendo que o mundo mudou de uma forma extraordinária e vai continuar mudando. No entanto, o nosso sistema educacional continua (e parece que vai continuar) demasiadamente amarrado às decisões centrais das autoridades, autoritárias e pouco arejadas pela ausência de participação dos maiores interessados, ou seja, dos constituintes da sociedade brasileira! No Brasil, infelizmente sempre houve a tendência de comando e controle político sobre a educação, passando por cima dos padrões de eficiência necessários para acumular resultados. Simplesmente, as Associações de Classe, que representam as instituições de ensino no Brasil, não são ouvidas pelos detentores do Poder Público. E, no mesmo sentido, as próprias Associações de Classe não se juntam em torno de ideias comuns para defendê-las perante as autoridades, que enfraquecidas, não encontram eco! Por outro lado, não é por falta de recursos naturais, pois é sabido que o Brasil tem uma das maiores biodiversidades do mundo com uma extraordinária e diversificada oferta de recursos naturais. Portanto, não são nossas condições de base as barreiras para nossas pretensões de crescer e nos desenvolver. Assim, estou convencido que somos nós, os brasileiros, os responsáveis por não termos atingido os níveis de desenvolvimento aspirados por cada um de nós. A educação é um dever de todos, mas não temos cumprido com o nosso papel para qualificar cada cidadão para competir, não somente no país, mas se sobressair no cenário mundial. Temos sido passivos, acreditando numa quimera, a de que o Governo, e seus líderes governantes, pode prescrever e estabelecer as condições necessárias para o crescimento e o nosso desenvolvimento. Ainda não entendemos, em que pesem os exemplos mundiais, que o cidadão, bem preparado e competente, é o agente fundamental do progresso. Novamente o exemplo da Educação abrangente de qualidade estendida à cada cidadão parece centrar a solução das questões que nos torturam há a tantos Séculos. Assim, as pedras de toque, das quais não deveríamos nos afastar, seriam duas: capacitar nossa população para chegar aos níveis educacionais, os mais altos possíveis e criar uma base legal e regulatória que favoreça as atividades e o espírito inovador de cada compatriota. Embora todos esses pensamentos desejados por todos os brasileiros, constatamos que a nossa população de hoje é composta por cerca de 70% de semialfabetizados e de analfabetos! E isso não tem nos incomodado no nível necessário! Temos concordado e aceitado que o nosso sistema educacional tenha sido legislado, normalizado e fiscalizado pelo Ministério da Educação, há décadas! E o resultado desse posicionamento e do trabalho executado, ou deixado de executar, pelo Ministério é que a Educação no Brasil está fora da sintonia mundial. Assim, mais do que claro, temos de mudar isso! Precisamos melhorar a gestão da educação no Brasil, pois o próprio Ministério da Educação informa que de cada dez Reais que entra no sistema, apenas 2 reais revertem para os alunos. O resto se perde pelos caminhos das imensas estruturas burocráticas nas diversas Secretarias dos Estados Federativos, nas Prefeituras, a um custo imenso de funcionários, muitos deles pouco ou nada necessários. Para evoluir, precisamos rever por inteiro o sistema de educação, colocar parâmetros de Qualidade Aferida e Assegurada, para que cada estudante saia, de cada degrau da escada de formação, com a maior qualificação possível e seja um vencedor na competição mundial. Enfim, gostaria de citar Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Devemos acreditar nas pessoas, ter crença na sociedade e correr atrás das melhores decisões possíveis.

 

Quais os fatores que a educação influencia na formação dos cidadãos?

 

OS: Como bem acentuado até agora, poucos brasileiros têm na cabeça o quanto a educação é importante para o nosso desenvolvimento e para as oportunidades para nossos descendentes. Precisamos acreditamos que devemos abrir esse pacote fechado, sob o qual vivemos agora, e colocar cada um na posição de vetores de sucesso e desenvolvimento! Para tanto, temos de falar de um povo educado e transformado pela educação em cidadãos competentes e competitivos, que possam vencer no mundo. Em 1876, Nikolas August Otto, alemão, fez funcionar, pela primeira vez, o motor a combustão interna. Estava inventando um motor que revolucionou a propulsão mecânica, hoje instalada em praticamente todos os veículos. No final dos anos 1890, Santos Dumont viu esse motor numa exposição em Paris e imaginou que aquela pequena máquina poderia ser instalada em balões. Em 19 de outubro de 1901, conseguiu ganhar o Prêmio Deutsch, decolando com seu Dirigível VI, de Saint Cloud, circulando a Torre Eiffel e retornando ao ponto de partida num tempo inferior a 30 minutos. Estava inventada a dirigibilidade aérea. Albert Sabin, russo, que vivia nos Estados Unidos, em 1955 e trabalhando com Jonas Salk, usando vírus vivos atenuados, criou a penicilina, dando origem a uma ampla família de antibióticos. No final dos anos 1930, os ingleses tinham descoberto a utilidade do radar. Usaram o princípio físico do eco que, extrapolado do som, pôde encontrar identificação antecipada de movimento a distância. Hoje, graças à Guerra Fria, Estados Unidos – Rússia, com a criação dos satélites geoestacionários, temos as telecomunicações internacionais e instantâneas. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o americano Percy Spencer, observou que uma barra de chocolate submetida a raios eletromagnéticos derretia rapidamente. Movido por um impulso pensou que algo estaria gerando calor. Estava sendo inventado o forno de micro-ondas, hoje uma utilidade que se encontra em todas as cozinhas do mundo. Em meados dos anos 60, um pequeno grupo de engenheiros do ITA -Instituto Tecnológico de Aeronáutica, de São José dos Campos, imaginou que aviões menores e mais robustos poderiam ocupar o espaço deixado para trás pelas aeronaves a jato. Criaram o avião Bandeirante, que se tornou uma prova do conceito, como uma solução viável na Aviação Regional, então inexistente. Hoje a indústria aeronáutica brasileira exporta aviões comerciais para todo o mundo, tornando-se um dos importantes países no setor. Nos anos 90, Joaquim Coutinho Neto e Fátima Mrue selecionavam um tipo de matéria-prima para fazer próteses que pudessem substituir esôfagos humanos, funcionando como alternativa para doenças do aparelho digestivo. Descobriram uma proteína que torna possível intensificar a vascularização sanguínea, abrindo espaço para a regeneração tecidual e celular. Hoje, há produtos no mercado que são importantes para cura de feridas de difícil cicatrização e mesmo de pés diabéticos, evitando amputações. Perguntamos: o que move as pessoas que participaram destas ideias e as tornaram realidades, além de muitas outras não citadas. Foram estimulados pela busca do desconhecido e se tornaram capazes de criar, produzir novos conhecimentos e chegar a descobertas que mudam nossas vidas? Podemos pensar que as iniciativas sempre existiram mas se todos não estivessem preparados pela Escola, nada teria acontecido. Partiram para inovações que não existiam. Puderam avançar sobre elas pois eram educadas e inquietas, capazes e observadoras, e puderam gerar resultados imensos que influenciaram o mundo. O importante é que tais pessoas precisam existir e ter sucesso nos seus trabalhos. Para que isso ocorra, pelo menos dois requisitos são essenciais: uma sólida e competente base educacional e ambientes econômicos favoráveis, constituídos de centros de pesquisas e de conhecimento, desenvolvidos e equipados. Para isso, precisamos investir, e muito, em educação. E não é somente uma obrigação do governo, mas também dos pais e dos cidadãos. Uma tarefa que compete a todos.

 

Algum exemplo a ser seguido?

 

OS: Nós, brasileiros, hoje, estamos preocupados com o país e, nos perguntamos sobre nosso futuro. E mais, para onde caminha o gigante, um orgulho até há bem pouco tempo, questionando o que ele nos oferece de volta, contribuindo para o nosso crescimento na sociedade que construímos. Olhando para o mundo vemos o exemplo da Coreia do Sul, cujos produtos são consumidos globalmente com satisfação graças ao valor de sua compra. E tudo começou, com a ação do Governo, e de seus líderes, na década dos 1970, após uma guerra civil incruenta que resultou na divisão do país, em Norte e Sul. Os resultados aparecem mesmo na comparação entre as duas Coreias (a do Sul e a do Norte).  Ambas dão prioridade à Educação, mas a do Sul criou Instituições Democráticas e eficiente, baseando-se na liberdade de ir e vir e de empreender, enquanto a do Norte preferiu a Ditadura, ou seja, a prevalência das autoridades sobre o povo. A Coréia do Sul hoje opera com entre as melhores escolas de ensino básico do planeta. Por fora, a escola não tem nada de mais, estruturas simples, 35 alunos por classe. Mas a diferença está no que conta, uma professora, mestre em educação, como a maioria de seus colegas. Na sala de aula, encontra-se tudo o que é necessário para educar com motivação. São oito horas por dia na escola. Estressante? Não, é divertido e motivador! Os alunos competem sempre com a visão de ganhar as corridas às quais são submetidos! Todos têm alto rendimento. Os segredos são muitos, mas fazem um sistema ajustado. O objetivo geral é um alto grau de aprendizagem! Os professores têm curso superior e são atualizados e avaliados a cada dois anos. Se o aluno não aprende, o professor é reprovado. Tudo isso num país que nos anos 50 estava destruído por uma guerra civil, que jogou na miséria a maioria da população. Um em cada três coreanos era analfabeto. Hoje, oito em cada dez chegam à Universidade. A virada começou com uma lei que priorizou o ensino básico. Há muito que escrever e comentar sobre a Coréia do Sul. Mas o fato é que após a reforma da Educação a economia começou a crescer em média 9% ao ano, durante mais de três décadas. E hoje, graças à multidão de cientistas que o país forma anualmente, está no primeiro mundo, tendo como cartão de visitas uma incrível capacidade de inovar em campos avançados da tecnologia. O segredo está na família, com pais comprometidos e com apoio do Estado, criando alunos motivados e professores entusiasmados, fala uma Professora. O governo concorda É um exemplo vivo dos resultados de uma Educação voltada para a economia. Os coreanos, e muitos cidadãos de países vencedores, estão convencidos de que Economia forte significa um país forte. Enquanto isso, no Brasil, onde estamos? Muito a corrigir, mas não é impossível. Basta que comecemos a olhar com entusiasmo e crença na formação dos nossos filhos, fazendo deles cidadãos conscientes e capazes. É uma tarefa que é nossa. Só nossa. Ninguém fará isso por nós!

 

Como o país pode caminhar para o futuro?

 

OS: Muitos brasileiros têm se perguntado por que estamos presos ao subdesenvolvimento, sobretudo quando vemos países inesperados assumirem posições de destaque no mundo econômico, cultural e industrial, avançando sobre o comércio mundial com vantagens competitivas inesperadas. Entre nós mesmos, o Brasil é um dos países que mais subestimamos. À China e à Coréia do Sul, entre outros emergentes, costumamos atribuir papéis de destaque na revolução global da tecnologia e da economia. Mas ao Brasil reservamos, no máximo, um título coadjuvante. É um grande erro, pois, já sendo uma das primeiras economias do mundo, nosso país pôde emergir da crise econômica recente, mantendo a esperança e a vontade de se tornar uma potência mundial. Curiosamente, bons brasileiros acreditaram nisso, mas, em relação a esse desejável objetivo, pouco ou nada fizeram. Alexander Busch, jornalista alemão sediado no Brasil há quase duas décadas, insere análises no seu recente livro, Brasil: País do Presente, colocando a previsão de um futuro próspero para nossa nação! Poderíamos perguntar quais seriam as razões para que, um alemão (não brasileiro, portanto), emita expectativas tão positivas? Segundo Busch, especialista em economia e política e que vive em terras brasileiras há 16 anos, o caso do Brasil é um dos mais interessantes já vistos. Seu livro cria um cenário sobre as perspectivas econômicas e políticas do país. Com base em argumentos perspicazes e extraídos do seu dia a dia como jornalista, ele mostra os trunfos que nosso país tem nas mãos, os quais poderiam ser usados agora para garantir uma “decolagem” rumo à condição de potência econômica mundial. Por que tantas descrenças do nosso lado, o dos brasileiros, pergunta Busch? Ele argumenta que teriam chegadas a hora e a vez do Brasil! Em vez de fazer samba e gols, o país poderia se concentrar agora em outra ambição: a de entrar para ficar no clube seleto das novas potências econômicas do planeta. Nessa corrida, o Brasil pode apostar alto: transformação da educação em real prioridade nacional, implantar um modelo na produção e consumo de combustíveis alternativos, manter a posição de grande fornecedor de matérias-primas, mas iniciar uma escalada firme nas áreas de produtos mais valiosos e ricos em conhecimento e conteúdo. E, diz Busch, o mundo acompanha de perto o que poderia ser o boom brasileiro. Para os especialistas, nossa saúde econômica promete, o que é real há anos. Todavia, o jornalista alemão reconhece que há pedras no caminho do Brasil, insistindo que manobras políticas mal pensadas, como a aproximação com o Irã e Cuba, fizeram o país perder simpatizantes. Agora, o Brasil precisa mudar essa imagem e investir em segurança, educação, preparando a mão de obra para o futuro que bate à porta. Busch coloca positivamente que seu livro possa ter ajudado a alertar o público na Europa sobre o potencial político e econômico do Brasil. Principalmente na política e na administração pública, onde negligenciaram o Brasil até recentemente. Infelizmente, o nosso país do carnaval, samba e futebol, em grande medida, permanece vivendo da mesma forma que no passado e não deu certo! De qualquer forma Busch acredita que isso pode mudar rapidamente. Assegura que há novas demandas de informação sobre o Brasil na Europa e sugere que temos de aproveitar tudo isso no mundo global no qual vivemos e transformar pensamentos, em realidades.

 

(publicado originalmente na revista digital Banas Qualidade – www.banasqualidade.com.br)  


 

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