O planejamento como ferramenta para a sobrevivência do seu negócio

Malachi Witt / Pixabay

Jairo Martins

 

A formulação de um planejamento que aponte os caminhos pelos quais a sua empresa deve seguir é definitivamente um dos primeiros fatores a serem levados em conta ao empreender. A falta de planos, estratégicos e operacionais, é um dos principais motivos das empresas fecharem as suas portas antes de completar um ano de atividade, ou seja, podemos dizer que é uma questão de sobrevivência.

Mas, se engana quem acredita que um bom planejamento é feito apenas para definir objetivos e metas iniciais do negócio: ele auxilia no estabelecimento de uma visão futura, garantindo a perenidade da empresa ao longo dos anos. Para isso, deve ser revisitado frequentemente, tendo em vista identificar cenários e tendências, para que possa planejar as suas mudanças e seus novos posicionamentos. Além disso, a formulação de estratégias de forma planejada e disciplinada permite o aumento da competitividade no longo prazo e ainda colabora com o engajamento dos colaboradores, que passam a contribuir de forma mais efetiva.

Um dos pilares da boa gestão, de acordo com o Modelo de Excelência da Gestão (MEG), disseminado pela FNQ, é a formulação de um planejamento que integra estratégias no longo prazo, com ações e objetivos que possam ser executados em um período mais curto. Para isso, é necessária a compreensão das questões que afetam o seu negócio, assim como a análise do ambiente externo no qual sua empresa irá atuar.

Devem ser consideradas informações relativas aos clientes, mercado, fornecedores e comunidades, situação político-econômica do país, concorrência, características do setor de atuação e normais e leis de regulamentação. Também deve ser conduzida a análise do âmbito interno, que permite a identificação dos pontos fortes e fracos.

É preciso levantar informações relativas aos colaboradores, à capacidade da empresa de prestar serviços e/ou oferecer produtos, os recursos financeiros, organizacionais e físicos, que integra desde o sistema de gestão da empresa até a infraestrutura e capacidade produtiva.

Ao construir o planejamento, é fundamental a criação de indicadores que permitem avaliar e mensurar se a empresa tem alcançado suas estratégias. Cada indicador deve ter uma meta que possibilita medir e acompanhar a evolução dos resultados esperados e necessários, para que os objetivos sejam alcançados. Os planos, indicadores e os objetivos devem ainda ser comunicados a todos os colaboradores, o que é vital para o engajamento das pessoas na causa comum.

Outra etapa essencial de um planejamento é o desenvolvimento de planos de ação, que são os desdobramentos das estratégias em metas. De modo geral, os planos de ação são estabelecidos para realizar aquilo que a empresa precisa fazer para que sua estratégia seja bem-sucedida. Devem incluir a definição de responsáveis, de prazos e dos recursos necessários para a execução das ações, bem como o acompanhamento por meio de reuniões periódicas das ações planejadas.

Assim, para construção de uma trajetória de êxito, é fundamental formular estratégias e implementá-las por meio de metas, planos e processos alinhados, monitorando-os constantemente e comunicando-os aos colaboradores e partes interessadas. Somente a clareza de visão e a real constatação de que seu negócio está inserido em um ambiente composto por diversas forças externas e internas, em constante mutação, garantem a condução da empresa em uma trajetória de sucesso.

 

Jairo Martins é presidente executivo da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

Este artigo expressa a opinião dos Autores e não de suas organizações.

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