Liderança estratégica

Da Redação

 

No evento RH Debates, realizado no dia 25 de junho, no Rio de Janeiro e patrocinado pela Editora Qualitymark, a Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) foi representada pelos acadêmicos Basilio Dagnino e Claudius D’Artagnan que apresentou a palestra Liderança no contexto organizacional. Também foi realizado o lançamento de seu livro Missão Qualidade – Uma Autobiografia Profissional.

Segundo D’Artagnan em sua palestra, a prática da liderança no ambiente organizacional tem sido ao longo dos anos, uma tarefa desafiadora para profissionais cuja trajetória resultou n oportunidade de comandar pessoas. “Teorias, modelos, literaturas e lições de renomados especialistas e gurus são abundantes. Entretanto, há que se perguntar: Qual a razão da dificuldade de inúmeros líderes em consolidar ações que realmente resultem em eficácia na gestão de pessoas?”, questionou ele.

Acredita que a complexidade em gerir pessoas está na natureza das relações e interações sociais, aliada ao crescente nível das expectativas dos liderados, decorrente do acesso progressivo às informações e, por conseguinte, ao conhecimento. Resumindo, os liderados ficaram mais exigentes como afirma o especialista em liderança Preston Bottger, renomado professor do IMD- International Institute for Management Development. Diz ele: “quanto mais os gestores avançam como líderes, mais terão que lidar com pessoas de alto calibre e que sabem muito bem como conseguir o que querem, e que são mais difíceis de gerenciar”.

“Nesse contexto”, explicou o acadêmico, “os requisitos de um líder não se atrelam impreterivelmente a sua formação acadêmica, ou mesmo, a experiência comprovada de suas habilidades e conhecimentos técnicos. Outros requisitos mais complexos são exigíveis no currículo de um líder. São colocamos à parte, requisitos (valores) hors concours denominados universais como: ética, caráter, honestidade, integridade. Estes são, evidentemente, obrigatórios e não negociáveis. Demais preceitos (considerados desejáveis) para uma liderança eficaz, norteiam outras qualidades comportamentais, tais como: capacidade negociadora, flexibilidade, carisma, habilidades de comunicação, competência como vendedor (de ideias); como também se faz necessária desenvoltura cênica. Liderar tornou-se uma arte cuja performance exige certo talento neste quesito”.

O filósofo e general chinês Sun Tzu (544 a.C. – 496 a.C.) em suas 13 lições sobre a liderança estratégica narradas no livro A Arte da Guerra, e devidamente adaptadas ao contexto organizacional, revelam que as táticas da liderança são aplicáveis tanto em tempos de guerra, quanto no mundo dos negócios. Diz um dos capítulos do livro o qual podemos perfeitamente ajustá-lo à liderança nas empresas: “… o oficial inteligente procura o efeito da energia combinada, não necessitando exigir muito de seus guerreiros. Leva em conta o talento de cada um e utiliza cada homem de acordo com sua capacidade, não exigindo perfeição dos sem talento”.

“Outro aspecto importante no portfólio das táticas de um líder é sua capacidade de agir além das prerrogativas do poder de posição que o cargo normalmente lhe confere. Aplicar conhecimentos, habilidades e atitudes como educador – e não como mero chefe de seus liderados, lembrando que educação profissional significa fazer as pessoas entenderem os princípios, os conceitos, as responsabilidades e a importância do que fazem. Educação aliada ao treinamento de habilidades é uma garantia promissora de bons resultados na relação líder/liderado. Desta forma, os liderados sentir-se-ão mais motivados no cumprimento de suas tarefas e conscientes de suas atribuições, compreendendo melhor o significado da palavra comprometimento”, concluiu D’Artagnan.

Este artigo expressa a opinião dos Autores e não de suas organizações.

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